Os conhecimentos históricos sobre a Arte rupestre, Indígena e Barroca são de extrema importância para o nosso desenvolvimento, pois trazem em suas raízes históricas, cultura de um passado que nos fazem refletir sobre a necessidade que nossos ancestrais tinham de se expressarem, assim, através da arte e graças a essas produções visuais e materiais encontradas, temos acesso às representações da realidade do seu cotidiano, suas crenças e valores.
A arte Rupestre surgiu a milhares de anos atrás e é conhecida como a primeira forma de expressão desenvolvida pelo homem e foi encontrada na França, Brasil e Espanha.No Brasil, esse despertar artístico foi registrado nas paredes das cavernas em forma de desenhos e funcionava como uma espécie de transmissão de informações para o próprio grupo ou para as gerações seguintes e a usavam da forma que mais necessitavam e de acordo com a sua cultura.
Assim, os costumes e as práticas do cotidiano dos nossos ancestrais foram eternizados com uma riqueza impressionante de detalhes de sua vida em sociedade e como arte integrante da história de um povo. Nela, se comprova que as transformações sempre fizeram parte da vida do homem, colaborações importantes para o progresso, passadas de geração em geração.
Quando admiro a arte rupestre fico imaginando os nossos ancestrais desenvolvendo passo a passo os mínimos detalhes, a constância desses detalhes e a importância dessas descobertas em sua vida diária. A alegria que deveriam sentir com mais uma facilidade em seu cotidiano colaborando com sua vida em sociedade, sendo desvendada e funcionando como fonte de motivação para novas descobertas. Gratificante verificar que essas descobertas nos foram deixadas de herança através de suas pinturas. Na atualidade, a arte rupestre traz interpretações e influências, tornando o homem capaz de dar formas com suas habilidades a novas criações, cito como exemplo de arte rupestre na atualidade o grafismo, onde o homem se expressa também com imagens do seu cotidiano.
A Arte Indígena já existia bem antes do Brasil ser descoberto e tem sua representação em diversidades culturais como cocares, vasos, panelas de barros, rituais, etc. Usavam a arte para decorar seus artesanatos e muitas vezes em seu próprio corpo, fazendo desenhos e símbolos que representavam significados culturais, artísticos e se diferenciando de tribo para tribo. A arte indígena do século XVII vista e apresentada pelos europeus tinha um aspecto diferente do que a realidade, pois os artistas estrangeiros os representavam com cenas de canibalismos, de maneira feia e imaginária em decorrência das descrições de religiosos e viajantes que aqui estiveram. No século XIX tudo mudou e a Arte Indígena passou a ser retratada de maneira fidelíssima, como os índios apresentavam-se na realidade.
A arte indígena traz em seus detalhes a perfeição que o indígena dá a cada item que fabrica, para ele cada um desses itens é um ritual. Na dança e na vida o indígena segue suas tradições.
Vemos a arte indígena na contemporaneidade sendo preservadas e como Patrimônio da Humanidade. A arte do índio é mostrada e admirada, suas tradições são herdadas e mantidas, cada grupo indígena preserva um conhecimento técnico quanto à escolha do material, do trançado e dos desenhos decorativos das peças confeccionadas no seu cotidiano. A arte indígena sempre serviu de estimulo para vários artistas. Mostramos que a arte acompanha as culturas e o homem a utiliza atualmente, seja para chamar a atenção, para causar impacto a determinados fatos, para mostrar a realidade. A cultura de um país é de extrema importância para contar a sua história. Acredito que as influências mútuas que vem ocorrendo mostram claramente a condição contemporânea do indígena e a aproximação dos nossos costumes com os deles. Exemplo da arte indígena utilizada pelos não índios: dormir na rede, tatuagens tribais, tomar banho todos os dias, etc.
O Barroco foi desenvolvido no Sul da Alemanha, Áustria e França a partir de 1715 e no século XVII, o Barroco foi trazido para cá através de missionários enviados pela Igreja Católica quando tiveram informação dessas novas terras descobertas pelos portugueses e dos nativos que aqui viviam. Os missionários se destacavam por meio de jesuítas e da Companhia de Jesus como instrumento cristão para a catequização dos índios. Assim, introduziram o Barroco como a arte que colocou o catolicismo e a fé em ascensão. No século XVIII foi introduzido o estilo rococó, que se distingue pela sua expressão original e pelos elementos decorativos como flores, folhas etc.
O Barroco brasileiro teve forte ligação com a Igreja Católica e sua religião, está presente até hoje em inúmeras igrejas construídas em todo o país, variando de uma região para outra e conforme o crescimento econômico das cidades. Na atualidade, o Barroco é considerado patrimônio da humanidade e se encontra nos Estados de Pernambuco, Minas Gerais, salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, também em muitas outras construções como prédios públicos, moradias e chafarizes.
O Brasil é um país (Estado e Nação) considerado barroco, pois nos foi apresentado desde quando éramos criança e continuamos tendo acesso aos estilos dessa arte através de fotos de suas igrejas ricamente ornamentadas, onde tinham artistas renomados como em Ouro Preto, Minas Gerais, e mais simples como em São Paulo, por não ter nenhum artista de renome por lá. O Brasil é Barroco pelo tempo, pela história passada de geração em geração, pela atualidade, por nos lembrar deste estilo.
O povo (pessoas indivíduos, comunidade) é considerado Barroco por carregar em suas tradições: a religião que os acompanha desde o nascimento, pela escolha de nomes de santos e colocar filhos, por participar de procissões em feriados de santos, por ter barroco em alguma construção, em algum cantinho, por trazer a memória que os jesuítas queriam catequizar e apresentaram o Barroco para nós.
A comunidade em que resido é barroca. A igreja do Divino Espírito Santo, situada na Praça Francisco Barreto, mescla em um dos seus estilos o Barroco. Temos também uma procissão no dia de Nossa Senhora Aparecida em que os fieis saem da cidade e vão caminhando até a Cidade de Maria, local que abriga congregações católicas e formam religiosas. Fica na rodovia que vai para o Distrito de Alberto Moreira, a 6 km do centro da cidade.
O homem na atualidade utiliza a arte como forma de se expressar, chamar a atenção para determinado acontecimento, produto ou ação e faz uso das ferramentas que estão ao seu dispor, seja Barroca, Indígena ou Rupestre, ele tenta causar impacto quanto à apresentação de sua obra e intentos.
A miscigenação que ocorreu no Brasil é importante para o conhecimento da história de um país, sua cultura, suas tradições, etc e o uso que o homem constantemente fez da arte ficaram claramente evidentes através dos vídeos da disciplina sobre o Povo Brasileiro e os textos disponibilizados. Na Arte Rupestre, Indígena, Barroca, Rococó, até a atualidade, o homem olha com seus múltiplos olhares a arte que está a seu redor. Essa visualidade e informações presentes em todos os momentos de nossa vida se devem graças a tantas informações deixadas pelos nossos ancestrais e também aos acessos que temos através da internet, assim, cada vez mais nos tornamos cultos, desenvolvendo o nosso aprendizado e nossas criações através da arte.
É importante salientar que a arte jamais poderá ser desvinculada do homem, considerada como forma de visualidade existente desde o inicio da humanidade, tem grande valor em todos os momentos históricos de sua produção deixando em suas raízes histórico culturais um patrimônio para a humanidade que sempre serão revistos e estudados.
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